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Incontinência urinária

A perda involuntária de urina é um problema que atinge mulheres em idades variáveis, em geral a partir dos 35  anos,  e afeta consideravelmente a qualidade de vida. Esta dificuldade em reter a urina pode ser aos esforços, como tossir, espirrar, pular, carregar peso, ou aparecer como uma vontade forte e repentina de ir ao banheiro.

Muitas vezes as mulheres têm dificuldade de relatar este tipo de problema aos familiares e deixam de procurar ajuda, retardando o tratamento.

As principais causas de incontinência urinária são: fraqueza da musculatura do assoalho pélvico (grupo de músculos que mantêm a bexiga e outros órgãos no lugar) e esfíncter da uretra, ou contrações involuntárias do músculo da bexiga. Além disso, a incontinência pode ser ocasionada por lesões nervosas, cerebrais ou na coluna, infecções urinárias, diabetes descompensado, uso de diuréticos, entre outros.

Os fatores de risco incluem gestações, partos vaginais, uso de fórcipe, partos domiciliares, obesidade, tosse crônica, tabagismo. A realização de fisioterapia perineal durante a gestação e após um parto normal ajuda a prevenir o surgimento da incontinência urinária!!! (saiba mais”)

Durante a avaliação inicial  é fundamental excluir infecção urinária e realizar um teste urodinâmico, que vai avaliar a gravidade da incontinência, verificar contrações involuntárias do músculo da bexiga e outros parâmetros. É comum a presença associada de prolapsos genitais (“bexiga caída”, “bola na vagina”), que devem ser avaliados e tratados pelo ginecologista.

Os tratamentos dependem da causa da incontinência, e podem incluir cirurgia, fisioterapia e/ou uso de medicações.

Atualmente, a cirurgia adequada  para correção de incontinência urinária consiste na colocação de uma faixa sintética entre a vagina e a bexiga para dar suporte para a uretra, impedindo o escape de urina.

A fisioterapia é etapa fundamental no tratamento da incontinência, pois ajuda a fortalecer a musculatura do assoalho pélvico e melhorar os mecanismos de continência. (saiba mais)

O papel das medicações é principalmente evitar as contrações involuntárias do músculo da bexiga, melhorando os sintomas de urgência miccional, noctúria e frequência urinária.

É fundamental passar por avaliação de um especialista, que irá avaliar as causas e sugerir o melhor tratamento em cada caso.