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O dia do parto

O dia do parto é sem dúvida um dos momentos mais importante na vida de um casal. Toda a expectativa para ver o bebê sempre é cercada de algum nervosismo.A partir da 37ª semana dizemos que a gestação está de termo, isto é, o bebê está pronto para nascer. Alguns sinais indicam que a hora do parto está chegando. A presença de contrações uterinas repetidas a cada 15 minutos, a ruptura da bolsa amniótica (o líquido escorre pelas pernas, em grande quantidade) ou a presença de sangramento vaginal são sinais da iminência do parto.

O trabalho de parto habitualmente demora algumas horas, não sendo necessário que toda a família acompanhe esse período na maternidade, para evitar que a ansiedade familiar passe para a gestante.

Em um determinado momento as contrações tornam-se dolorosas sendo possível a utilização de diversos recursos para aliviar esse desconforto. A água quente, quer seja no chuveiro ou em um banho de imersão promove um relaxamento da musculatura, com melhora parcial da dor. Algumas pacientes preferem andar, outras agachar e ainda existem aquelas que gostam de utilizar as famosas “bolas de fisioterapia”. Sempre tentamos atender o desejo da parturiente, porém sem abrir mão da segurança da mãe e do bebê!  Em algumas situações, pode ser  interessante a realização de um procedimento médico para aliviar a dor, conhecido como analgesia de parto. Nessa hora o anestesista instala um fino cateter nas costas da paciente para podermos administrar pequenas doses de analgésicos. À medida que o trabalho de parto progride doses adicionais são administradas para aliviar a dor. Dessa forma a gestante tem condições de tolerar as contrações sem sentir dor. Importante lembrar que, mesmo com a analgesia, a paciente continua a “fazer força” e até mesmo a andar durante o trabalho de parto!

Quando o colo uterino atinge a dilatação completa (cerca de 10 cm) a paciente é encaminhada à sala de parto onde o bebê vai nascer e receber os cuidados iniciais. Algumas vezes pode ser necessário realizar um pequeno corte no períneo (“episiotomia”) para facilitar a saída do bebê. O médico, logo após o nascimento, realiza a sutura desse corte na própria sala de parto.

Em algumas situações o nascimento por cesariana é mais adequado para o bebê, incluindo gravidez múltipla, sofrimento fetal, posições inadequadas da placenta e do bebê, “bacia” materna pequena ou bebê grande, além das falhas no trabalho de parto.

Por outro lado, passar por uma cesariana em geral não impede que os partos futuros desta mulher sejam normais.